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ANGOLA ASSUME DESAFIO DE ESTABILIZAR O PREÇO DO PETRÓLEO

17/12/08


Angola assume hoje a presidência da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) almejando que durante o seu consulado o preço do crude, atinja os 75 dólares por barril contra os actuais 55 dólares, que tem influenciado negativamente os orçamentos dos estados membros.

A presidência de Angola na OPEP inicia em Janeiro e tem a duração de um ano. Para este período, segundo o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, os angolanos vão trabalhar para dignificar o nome de Angola e equilibrar a balança mundial.

«Nós estamos numa crise em que o preço do petróleo está a níveis em que os nossos países da OPEP pretendem que de facto a tendência se invirta durante a nossa presidência e em função do ambiente que vier a acontecer nós tentaremos de facto manter a imagem, uma imagem equilibrada e que Angola de facto seja reconhecida durante este período.»

Para o ministro angolano dos Petróleos que participa na 151ª reunião da organização na Argélia, a assumpção da presidência da OPEP não assusta os angolanos porque a organização tem mecanismos e estruturas próprias que auxiliam o presidente.

«A OPEP é uma organização que tem as suas estruturas, tem os seus órgãos e a presidência não é mais do que a liderança durante um ano. Em termos de organização as coisas ao nível do país, criamos algumas comissões, mas a OPEP em si tem a sua própria organização que municia o presidente nos vários fóruns, nas várias organizações, mas como país nós pretendemos de facto dignificar o nosso país durante a nossa presidência. A presidência da OPEP é de facto um lugar com uma visibilidade muito grande com bastante ponderação alguma descrição, nós tentaremos fazer o nosso melhor.»

A OPEP e o mundo em geral enfrentam a maior crise financeira dos últimos cinquenta anos, com a baixa do preço do petróleo que chegou a atingir em Junho um máximo de 117 dólares para seis meses oscilar entre os 55 e os 60 dólares.

A OPEP que a meio do ano autorizou Angola a subir a sua quota para dois milhões de barris por dia, ordenou recentemente a todos os países membros a redução na produção do crude. Tendo em Novembro último Angola anunciado a redução de 99 mil barris da sua produção diária, estimada em um milhão e 900 mil barris de petróleo por dia.

A quantidade reduzida por Angola corresponde à parte que cabe ao país, relativamente ao volume global do corte equivalente a um milhão e 500 barris de petróleo por dia da produção acordado durante a conferência extraordinária da organização realizada em Outubro passado.

Nesta reunião, Angola vai assumir, formalmente, a presidência rotativa da organização, fundada em 1960, sucedendo a Argélia.

A OPEP tem uma produção actualmente estimada em mais de 30 milhões de barris de petróleo por dia e contribui com cerca de 40% no mercado internacional do crude.

Os membros da organização, incluindo Angola, pretendem reduzir a oferta do petróleo no mercado internacional e procurar elevar o seu preço para cerca de 60 dólares norte-americanos por cada barril de 159 litros.

Este sobe e desce na produção do petróleo e a oscilação dos preços no mercado mundial serão a tónica dominante da presidência angolana em 2009, ano tido para muitos analistas económicos como sendo o de recessão mundial.

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