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TRIBUNAL DE CABINDA ACUSA SOBA DE PARTICIPAR NA MORTE DE CIDADÃO BRASILEIRO EM 2006

18/12/08


Uma autoridade tradicional em Cabinda foi indiciada pelo tribunal local por suposto envolvimento no assassinato, em Dezembro de 2007, do cidadão de nacionalidade brasileira, Helano da Silva, morto na sequência de um ataque da guerrilha independentista no enclave angolano.

Dois anos depois da morte do brasileiro, foi proferida a douta pronúncia e de acordo com o Tribunal da Comarca de Cabinda, os contactos havidos entre o regedor Luís Geral Barros de 53 anos de idade, provocou o envolvimento de outros cidadãos, os quais após concertarem com os elementos da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (Flec-Fac) resolveram, no dia 26 de Dezembro de 2007, realizar um ataque a uma viatura da empresa Grent, na localidade de Nhuca, cerca de 80 quilómetros a norte da cidade de Cabinda, tendo os disparos resultados na morte de Helano da Silva e a dispersão dos demais trabalhadores.

Este acto provocou a paralisação das operações de pesquisa e prospecção de petróleo em terra, na zona centro da província, resultante do receio manifestado pelos responsáveis da empresa e dos trabalhadores de se repetirem actos da mesma natureza.

O incidente mortal, ocorreu meses depois da guerrilha separatista ter advertido para eventuais acções de emboscadas e ataques a todas as empresas nacionais e estrangeiras que se encontravam a operar na região a favor de interesses do Governo angolano.

A Flec reivindicou na altura a autoria do ataque, contudo, o regedor da aldeia do Conde, município de Buço-Zau, em companhia de outros três réus, deverão responder por supostos crimes de sabotagem e de homicídio qualificado, agravados pelas circunstâncias de premeditação, incorrendo numa pena de até 12 anos de prisão, nos termos da lei.

Para Martinho da Cruz Nombo, sempre que há ataques no interior de Cabinda, a justiça e as Forças Armadas Angolanas encontram sempre um bode expiatório, «os aldeões inocentes».

Sebastião Sambo, de 48 anos de idade, Carlos José Sambo, de 44 anos de idade, e José Domingos Mabeti, de 44 anos de idade, respondem igualmente no processo como co- autores pelo assassinato do cidadão brasileiro Araújo Helano da Silva em Dezembro de 2007.

O advogado de defesa ainda não se pronunciou da douta pronúncia do tribunal da comarca de Cabinda por ainda não se ter inteirado do processo.


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