O antigo presidente do PADEPA, Carlos Leitão, preso no dia 18 de Dezembro em condições que os advogados consideram ilegais foi solto ao fim desta manhã na cadeia de São Paulo, em Luanda.
O polÃtico que estava acometido de uma doença do foro cardÃaco já se encontra em sua casa e poderá brevemente embarcar para o Instituto do Coração de São Paulo, Brasil, para receber tratamento de especialidade requerido e para o qual já tinha a autorização da Junta Nacional de Saúde.
O advogado de defesa, David Mendes, manifestou-se seguro de ele poderá seguir viagem a qualquer momento.
«Ele não tem esta restrição de viajar e se houvesse a procuradoria nos teria advertido previamente e terÃamos seguido outros mecanismos para solicitar que ele saÃsse do paÃs, pois ele sempre se dispôs à justiça e não tem qualquer intenção de se exilar.»
O advogado disse no entanto que o processo ainda não encerrou e a defesa está preparada para ver esclarecida a razão da sua detenção.
«O processo ainda não terminou, nós juntamos um conjunto de peças ao processo para provar que tudo que se disse não passa de um conjunto de invenções.»
Carlos Leitão foi alvo de um mandado de captura emitido pelo Ministério Público que legalizou a sua prisão pela prática de alegados crimes de falsificação de documentos e abuso de confiança.
O Tribunal Supremo, nas vestes de Constitucional, já havia atestado a veracidade dos estatutos depositados no seu cartório, mas ainda assim Leitão foi indiciado no crime de falsificação deste importante documento do partido.
O advogado David Mendes, perante este conjunto de elementos, probatórios da sua inocência, associou a sua prisão ao facto de ter dado o seu apoio à UNITA nas eleições legislativas, configurando por isso um claro processo polÃtico.
Nos últimos dias, se tinha começado a formar uma onda de solidariedade para com o jovem polÃtico, tendo a Frente para a Democracia exigido a sua libertação, assim como uma associação de estudantes angolanos na Ã?frica do Sul.